Por: João Martinelli, em 09.09.2010 / visualizada : 80
O Globo
Lula ignora denúncias e diz que a oposição faz baixaria
No programa de Dilma, presidente não cita quebra de sigilo de tucanos por petistas
Em meio ao escândalo da quebra de sigilos fiscais feita por petistas na Receita Federal, o presidente Lula resolveu assumir a frente em defesa da presidenciável Dilma Rousseff (PT). Ontem, ele ocupou mais de dois minutos do programa de TV e partiu para o ataque a José Serra, candidato do PSDB, cuja filha Veronica está entre os que tiveram o sigilo devassado. Com tom duro e agressivo, Lula disse que Serra parte para a "baixaria" e tenta atingir Dilma com "mentiras e calúnias". E que atacar Dilma significa "um crime contra o Brasil e contra a mulher". O presidente, no entanto, foi vago e não fez referência às denúncias investigadas por Ministério Público, PF e Receita. A aparição de Lula faz parte da estratégia do PT: Dilma sai da linha de ataque e o presidente entra para blindar a candidata. Ontem, após o desfile de 7 de Setembro, Gilberto Carvalho, assessor da Presidência, tentou minimizar a participação de petistas no escândalo.
Folha de S. Paulo
Lula vai à TV e afirma que Serra partiu para \\\\\\\'baixaria\\\\\\\'
Escândalo da Receita: Presidente pede "equilíbrio" aos adversários que "caluniam Dilma"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do programa de TV de sua candidata Dilma Rousseff (PT) para reagir aos ataques da oposição, que responsabiliza a petista pela quebra de sigilo fiscal de tucanos. Na gravação, Lula acusou o adversário de "partir para os ataques pessoais e para a baixaria". Referia-se ao candidato José Serra (PSDB). O presidente pediu "equilíbrio e prudência" àqueles que "caluniam Dilma, movidos pelo preconceito contra a mulher e contra mim". Lula não fez menção ao vazamento de dados sigilosos da Receita Federal. O depoimento do presidente segue estratégia da campanha de poupar Dilma e deixar que Lula faça as críticas aos opositores. Anteontem, a candidata afirmou que não pretendia abordar o assunto na TV. A candidata Marina Silva (PV) disse que Serra usa o caso da Receita para ganhar votos.
O Estado de S. Paulo
Lula vai à TV defender Dilma após escândalo
Presidente assume comando da reação petista à onda de críticas causada por violações de sigilo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu da defensiva no escândalo da violação de dados do Imposto de Renda e assumiu o papel de escudo da candidata Di1ma Rousseff. O objetivo é evitar que ataques do tucano José Serra reduzam as chances de vitória do PT já no primeiro turno. Partiu do presidente a decisão de gravar depoimento levado ao ar ontem no horário eleitoral. "Um candidato dispara nas pesquisas e aí começam as acusações sem provas. Dilma está sofrendo agora, o que eu já sofri no passado", disse no comercial, sem citar a quebra do sigilo fiscal da filha de Serra, Veronica, e de pessoas ligadas ao alto escalão tucano.
Jornal do Brasil
Um desfile de candidatos na parada militar
Multidão no Centro provocou caça ao voto
A menos de um mês das eleições, a parada militar do Dia da Independência, que levou cerca de 15 mil pessoas ao Centro do Rio, transformou-se numa maratona de caça aos votos para dezenas de candidatos. Até mesmo nas arquibancadas havia faixas de propaganda e bandeiras com números de partidos. Trabalhando duro, os cabos eleitorais perderam o feriado, mas alguns faturam até R$ 1.500 por mês no bico da campanha.
Correio Braziliense
A pátria de braços abertos
No calor da disputa eleitoral o Brasil saiu às ruas para participar de um ato cívico que paira acima de bandeiras políticas. Na Esplanada dos Ministérios, uma multidão comemorou o Dia da Independência. Não sem sacrifícios, o público do tradicional desfile militar enfrentou baixa humidade e altas temperaturas.
Valor Econômico
Oferta externa reduz crédito do BNDES a grandes grupos
A abertura do mercado externo para captações de empresas brasileiras e também os programas emergenciais oferecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com juros mais baixos reduziram o peso das contratações tradicionais de financiamentos no banco para os maiores grupos econômicos. De janeiro a julho, tanto os desembolsos de recursos quanto as contratações de novos financiamentos para essas empresas mostram queda em relação ao mesmo período do ano passado.
Estado de Minas
Os sete desafios da economia para o próximo presidente
O novo chefe do Executivo federal assumirá um país que muito provavelmente terá crescido 7% em 2010, com crédito farto, uma população ainda ávida por consumo e inflação sob controle.
Jornal do Commercio
O leão avança
O Sport bateu por 3x0, ontem, na Ilha, gols de Germano, Evandro e Wilson. Com a vitória, saiu do 11º para o 8º lugar da série B do Campeonato Brasileiro.
Zero Hora
MP vê indícios de que espião era elo entre políticos e bicheiros
Ao sustentar pedido de prisão, promotor cita relato de testemunha de que sargento da BM promovia reuniões de contraventores com servidores e políticos.
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