Por: João Martinelli, em 05.09.2010 / visualizada : 75
O Globo
Ministros casam agendas com campanha de Dilma
Viagens oficiais pagas com verba pública incluem eventos políticos
Ministros do governo Lula estão fazendo agenda casada entre compromissos oficiais e eventos políticos da candidatura petista ao Planalto, Dilma Rousseff, ou de aliados. A máquina governista é acionada a partir da Secretaria de Relações Institucionais, informam Fábio Fabrini e Regina Alvarez. O ministro Alexandre Padilha e seus assessores aproveitam as viagens do PAC e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, nas quais recebem diárias, para ir também a atos de campanha. Este ano, gastos da SRI com diárias cresceram 168% até julho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Padilha recebeu em sete meses R$ 25,2 mil em diárias, 45% a mais que em 2009. O ministro das Cidades, Márcio Fortes, já fez nove agendas casadas com Dilma.
Folha de S. Paulo
Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma
Auditoria do próprio governo constatou o erro e TCU notificou a então ministra três vezes.
Falhas no cálculo da chamada tarifa social de energia, criada no governo FHC, provocaram gastos indevidos de um fundo de consumidores de todo o país.
Segundo o Tribunal de Contas da União, o desperdício foi de R$ 989 milhões no tempo em que Dilma Rousseff era ministra de Minas e Energia (2003-2005).
O TCU alertou Dilma três vezes sobre o erro, mas ela não tomou providências.
Um dos critérios para definir o benefício era o baixo consumo, relata Rubens Valente. O TCU concluiu que o domicílio que gastava pouco não era necessariamente pobre. Podia ser uma casa de praia, por exemplo.
Em 2006, só depois de a ministra ir para a Casa Civil, houve providências. A lei mudou em 2010. Assessores dizem que, mesmo em outra pasta, Dilma conduziu a correção.
O Estado de S. Paulo
Investigação de violação de sigilo na Receita blinda Dilma
Ministério da Fazenda, o próprio Fisco e a PF vêm atuando para não apontar culpados antes da eleição.
Só na quinta-feira, 59 dias após a Polícia Federal instaurar um inquérito para investigar a violação do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, o presidente Lula reconheceu que precisava dar uma satisfação pública sobre o caso. Por telefone, determinou ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, “uma investigação rápida, para mostrar ao País o culpado”. Apesar disso, a Fazenda, a Corregedoria da Receita e a PF mostram que esse processo está pautado pelo ritmo eleitoral. A preocupação é blindar a candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT) até outubro. “Não há empenho em investigar”, diz o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante Jr.
Correio Braziliense
Fracassa o combate às mortes no parto
As maternidades brasileiras convivem com um drama silencioso: segundo o Ministério da Saúde, cerca de 1,5 mil mulheres morreram em 2009 por complicações na gestação, no parto ou em até 42 dias após o nascimento do filho. Desde 1996, o governo não consegue reduzir os índices de mortalidade materna, uma das oito metas traçadas entre o país e a ONU. A taxa supera em quatro vezes o número de óbitos maternos considerado tolerável pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Para profissionais de saúde, a tragédia poderia ter sido evitada na maioria dos casos – entre 90% e 98% dos registros. Na primeira parte de uma série de três reportagens, o Correio relata histórias de sonhos interrompidas pelo descaso no atendimento médico.
Veja
O partido do Polvo
A quebra do sigilo fiscal da filha de José Serra é sintoma do avanço tentacular de interesses partidários e ideológicos sobre o estado brasileiro.
Época
A cartada de Serra
Em queda nas pesquisas, o tucano vai ao ataque e explora o crime cometido contra sua filha para tentar chegar ao segundo turno.
ISTOÉ
Sonhos
Como usá-los na vida real
As mais novas descobertas da ciência revelam que sonhar melhora o aprendizado, pode resolver conflitos emocionais e nos prepara para enfrentar os desafios do dia a dia.
ISTOÉ Dinheiro
Agora, ele é o rei do hambúrguer
Como o brasileiro Jorge Paulo Lemann, que já dominava o mercado global de cerveja, desde a compra da Budweiser, surpreendeu o mundo ao adquirir o Burger King por US$ 4 bilhões. Aos 71 anos e com uma fortuna de US$ 11,5 bilhões, ele se trasnforma de vez num protagonista da economia mundial.
CartaCapital
O império vacila
EXAME
Quanto você vale
A remuneração paga por 256 empresas a seus principais executivos. E a comparação dos ganhos por cargo e setor de atuação.
O crescimento da economia e a nova política de bônus.
Por que as empresas abertas pagam melhor.
Zero Hora
Espionagem Eleitoral
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