Por: João Martinelli, em 25.08.2010 / visualizada : 76
O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) vai exigir a certificação compulsória de todo o material escolar destinado a crianças de até 12 anos.
A expectativa do instituto é publicar a resolução no "Diário Oficial" da União até o final de setembro.
Os fabricantes terão um ano para se adaptar e os revendedores terão seis meses a mais para zerar o estoque.
Lápis e borracha
O selo do Inmetro deve garantir, por exemplo, que a garrafinha da lancheira não é tóxica ou que a borracha na ponta do lápis preto não vai se descolar (podendo ser engolida facilmente).
O objetivo também é assegurar a eficiência do material vendido, para que o consumidor não adquira canetinhas que ressecam facilmente, por exemplo.
Os produtos passarão por testes químico, mecânico e físico - em alguns casos, também por elétrico e biológico.
"Recebemos de três a quatro ligações por mês de pais questionando a segurança de materiais escolares", diz Gustavo Kuster, do Inmetro.
Concorrência
Produtos escolares importados representam hoje de 20% a 30% das vendas de material escolar no Brasil e também serão submetidos às regras brasileiras.
"A decisão vai ajudar a indústria nacional, já que os produtos importados quase sempre são de qualidade questionável", diz Antônio Nogueira, presidente do Simpa, sindicato das papelarias.
Marcos Romero, da associação de fabricantes de material escolar, diz que comemora a decisão "não pela proteção da indústria nacional, mas porque essa era uma pendência do setor".
Da Redação e Folha de S. Paulo
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