Por: João Martinelli, em 01.03.2010 / visualizada : 189
A entidade procurando novos caminhos para a Educação se empenha em refletir sobre uma gestão democrática nas escolas. Para que isso aconteça, o CAPESP realiza palestras e debates com estudiosos no assunto. Recentemente os autores do artigo ““A Construção da Autoria-cidadã na Gestão Democrática da Escola Pública: Perspectivas e Entraves”, professores e interessados em Educação debateram na sede do CAPESP, Mauá/SP, a burocratização estabelecida pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo engessa as ações educacionais com a comunidade escolar contrariando os interesses coletivos de uma gestão democrática.
O prof Guilherme Nascimento, presidente do CAPESP, abriu a reunião fazendo um histórico dos últimos anos de como os governos vem ditando regras para a Educação que no dia a dia demonstram serem ineficazes e até mesmo desentrosas. Para o prof. Antonio Coelho de Souza Nascimento, diretor da entidade, a centralização acompanhada da burocratização produz um desmonte em todos os projetos que são elaborados pelo grupo de trabalha na escola.
Já o professor e diretor Mauricio Leme da Silva vê a burocratização no sentido constitucional um respaldo para os servidores quando estes sofrem acusações sobre supostos desmandos. Apesar de achar que o governo age de forma errônea quanto a Educação, o professor acredita para que aja uma reformulação no ensino será necessário que os professores passem a cobrar de si mesmo uma postura mais ética quanto ao seu trabalho. O prof Caroll Lemos concorda com essa colocação, mas ressalta que a que a pressão do governo sobre os docentes não colabora para uma modificação de atitude. Caroll enfatiza que será preciso uma mudança da política educacional desde a Secretaria, supervisores, gestões, professores, alunos, e pais para que os professores se sintam agentes educacionais e possam agir em sala de aula como formadores de cidadãos.
A diretora Cláudia Rosana Campos Pereira também concorda sobre as demasiadas exigências da Secretaria, que algumas sem fundamentos, e ressaltou que seus superiores extrapolam os seus poderes de mando ocasionando atritos entre a direção e supervisores, por desconhecerem a realidade da escola. Ela acredita que uma direção de uma escola consciente e com disposição política de vencer esses entraves irá ajudar na construção de uma gestão democrática, com a participação consciente e efetiva de todos.
As propostas que os governos anteriores e este introduzem e exigem que sejam cumpridas pelos professores e diretores são ultrapassadas, segundo o prof. Rosemberg José, diretor do CAPESP, e completa “ o que parece novo é velho e ultrapassado”.
No debate ficou claro que as decisões dos superiores dentro dos seus gabinetes não atendem as necessidades da Educação. O prof Marcus Tadeu Meneghelo esclarece que “A Secretaria da Educação desconhece a realidade de cada escola, ditando decisões que fragilizam as relações entre as pessoas que convivem com os problemas de cada unidade escolar”,
NR.: O artigo “ A construção da autoria-cidadã na gestão democrática da escola pública: perspectivas e entraves” está no link destaque do lado esquerdo da página eletrônica.
Imagem: da esq. p/ dir. Caroll Lemos, Guilherme Nascimento, Alexandre L. Pereira, Claudia Rosana Campos Pereira, Marcus Tadeu Meneghelo, Mauricio Leme da Silva e Antônio Coelho de Souza Nascimento.
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